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EDUCAÇÃO BILINGUE NA FRONTEIRA BRAZIL-GUYANA

Eduque seu filho na fronteira Brasil-Guiana.
Ensino Fundamental e Médio.
Inglês em Lethem na Guiana (escola particular).
Português em Bonfim no Brasil (escola pública).
Informações: bltcbrazilguyana@gmail.com ou (095)98123-6855

sábado, 3 de maio de 2014

CONTATO E CURSOS ATRAVÉS DO SKYPE

Saudações leitores e seguidores deste blog.
Para facilitar o contato dos alunos brasileiros com a BLTC BRAZIL-GUYANA, eu gostaria de informar o contato da Britto Language Training Centre no skype.

O contato da instituição de ensino no skype é: bltbcbrazilguyana
Através do skype, vocês podem solicitar orçamentos e até mesmo aulas de inglês online.
A BLTC Brazil-Guyana oferece cursos de inglês para brasileiros nas cidades de Georgetown e Lethem na Guyana (Guiana).
O novos valores dos cursos já estão disponíveis e na próxima semana postarei no blog.


E não esqueçam que o e-mail oficial da BLTC Brazil-Guyana é bltbrazilguyana@yahoo.co.uk 
A coordenação da Britto Language Training Centre informou que o website oficial já está em construção e em breve estará online.


Informo ainda, que a BLTC Brazil-Guyana está negociando uma parceria educacional com uma universidade de Brasília. Com essa parceria firmada, a BLTC Brazil-Guyana oferecerá cursos de inglês no Brasil.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O INGLÊS FALADO NA GUYANA

Peço desculpas aos leitores deste blog, por não postar com frequência, as informações sobre a Guyana (Guiana). Eu sei que no Brasil, muita gente ainda não sabe que a Guiana é o único país de língua inglesa na América do Sul. 

Em muitas cidades que eu passo pelo Brasil, eu sempre falo da Guiana e sempre ouço a seguinte pergunta "Você é da Guina Francesa?".

Caros leitores, eu gostaria de citar que existem 3 Guianas: A Guiana Francesa (que ainda é uma colônia além mar da França), o Suriname (ex-colônia Holandesa) e a Guiana (ex-colônia Britânica).

 Uma das preocupações do leitores, curiosos e futuros alunos na Guyana é o sotaque do inglês falado no país. Muitos acham que por ser ex-colônia, pobre e sem muita publicidade no Brasil, a Guyana não é um destino apropriado para se estudar inglês.


Mas recentemente recebi muitos e-mails com as seguintes perguntas:

1 - Como é o sotaque da Guyana?











2 - O inglês falado na Guyana é diferente do falado nos Estados Unidos ou Inglaterra?



3 - O inglês da Guyana é de fácil compreensão por parte dos Brasileiros ou dos outros nativos da língua inglesa?



4 - O povo da Guyana fala mais Creolese do que Inglês?




5 - O inglês ensinado nas escolas é o padrão?


Para responder essas perguntas e outras que poderão surgir, postei aqui alguns vídeos de documentários e noticiários da Guyana, onde vocês podem ouvir o nosso sotaque, e o nosso inglês fala pelo Guyaneses no dia a dia, além do Creolese (inglês quebrado ou gíria).

Eu gostaria de citar aos leitores deste blog, que a Guiana é um país pobre, mas não temos que falar inglês como país A, B ou C. Muitos alunos chegam na Guyana querendo falar como americano, britânico ou australiano. Amigos, nós temos o nosso próprio sotaque, assim, como os brasileiros têm o deles. A língua inglesa é uma só, mas cada país tem seu sotaque e suas particularidades. Mas quando falamos com nativos de língua inglesa de outros países, nós entendemos o que eles falam e eles também nos entendem. Na Guyana moram muitos Americanos, Britânicos, Canadenses e outros estrangeiros que escolheram a ex-colônia para fazerem seus lares.

Eu acredito que os brasileiros entendem o português de Portugal, Angola, Moçambique e etc.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ultimas Vagas

Esses são os valores dos cursos de inglês oferecidos pela BLT BRAZIL-GUYANA em Georgetown, capital da Guyana, com validade a serem pagas até o dia 15 de dezembro de 2013, após esta data os valores sofrerão acréscimos.

Plan A: Curso de Inglês Somente
2 Semanas = US$ 399,00
3 Semanas = US$ 559,00
4 Semanas = US$ 649,00
5 semanas = US$ 729,00
6 Semanas = US$ 799,00
7 Semanas = US$ 959,00
8 Semanas = US$ 1.099,00
9 Semanas = US$ 1.299,00
10 Semanas = US$ 1.499,00
11 Semanas = US$ 1.699,00
12 Semanas = US$ 1.899,00


Plan B: Curso de Inglês + Dormitório
2 Semanas = US$ 399,00 + Dormitório = US$ 305,00 + Total = US$ 704,00

3 Semanas = US$ 559,00 + Dormitório = US$ 445,00 + Total = US$ 1.004,00

4 Semanas = US$ 649,00 + Dormitório = US$ 585,00 + Total = US$ 1.234,00

5 semanas = US$ 729,00 + Dormitório = US$ 665,00 + Total = US$ 1.394,00

6 Semanas = US$ 799,00 + Dormitório = US$ 865,00 + Total = US$ 1.664,00

7 Semanas = US$ 959,00 + Dormitório = US$ 1.000,00 + Total = US$ 1.959,00

8 Sem = US$ 1.099,00 + Dorm = US$ 1.145,00 + Total = US$ 2.244,00

9 Sem = US$ 1.299,00 + Dorm = US$ 1.350, 00 + Total = US$ 2.649,00

10 Sem = US$ 1.499,00 + Dorm = US$ 1.550, 00 + Total = US$ 3.049,00.

11 Sem = US$ 1.699,00 + Dorm = US$ 1.750, 00 + Total = US$ 3.449,00.

12 Sem = US$ 1.899,00 + Dorm = US$ 1.950,00 + Total = US$ 3.849,00


Plan C: Curso de Inglês + Dormitório + Alimentação
2 Sem. = US$ 399,00 + Dorm. = US$ 305,00 + Alim. = US$ 285,00 +Total = US$ 989,00

3 Sem. = US$ 559,00 + Dorm. = US$ 445,00 + Alim. = US$ 400,00 +Total = US$ 1.404,00

4 Semanas = US$ 649,00 + Dormi = US$ 585,00 + Alim = US$ 570,00 +Total = US$ 1.804,00

5 Semanas = US$ 729,00 + Dorm = US$ 665,00 + Alim = US$ 665,00 +Total = US$ 2.059,00

6 Semanas = US$ 799,00 + Dorm = US$ 865,00 + Alim = US$ 800,00 +Total = US$ 2.464,00

7 Sem. = US$ 959,00 + Dorm = US$ 1.000,00 + Alim = US$ 920,00 + Total = US$ 2.879,00

8 Sem. = US$ 1.099,00 + Dorm = US$ 1.145 + Alim = US$ 1.050,00 +Total = US$ 3.294,00

9 Sem. = US$ 1.299,00 + Dor = US$ 1.350, 00 + Ali = US$ 1.180,00 + Total = US$ 3.829,00

10 Sem. = US$ 1.499,00 + Dor = US$ 1.550, 00 + Ali = US$ 1.315,00 + Total = US$ 4.365,00

11 Sem. = US$ 1.699,00 + Dor = US$ 1.750, 00 + Ali = US$ 1.440,00 + Total = US$ 4.889,00

12 Sem. = US$ 1.899,00 + Dor. = US$ 1.950,00 + Al. = US$ 1.575,00 + Total = US$ 5.424,00



 OBS: Os valores estão em dólar americano.

Os cursos são oferecidos durante o ano inteiro. Entre em contato com a BLT BRAZIL-GUYANA através dos telefones no Brasil (95)9141-0922 vivo, (95)8123-6855 tim, ou atarvés do e-mail: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk


Começe 2014 aprendendo um novo idioma. Venha estudar inglês na Guyana com a bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

OS VALORES PARA OS CURSOS DE INGLÊS 2013


Esses são os novos valores dos cursos de inglês oferecidos pela BLT BRAZIL-GUYANA, para o ano de 2013 em Georgetown, capital da Guyana.




Plan A: Curso de Inglês Somente
2 Semanas = US$ 399,00
3 Semanas = US$ 559,00
4 Semanas = US$ 649,00
5 semanas = US$ 729,00
6 Semanas = US$ 799,00
7 Semanas = US$ 959,00
8 Semanas = US$ 1.099,00
9 Semanas = US$ 1.299,00
10 Semanas = US$ 1.499,00
11 Semanas = US$ 1.699,00
12 Semanas = US$ 1.899,00


Plan B: Curso de Inglês + Dormitório
2 Semanas = US$ 399,00 + Dormitório = US$ 305,00 + Total = US$ 704,00

3 Semanas = US$ 559,00 + Dormitório = US$ 445,00 + Total = US$ 1.004,00

4 Semanas = US$ 649,00 + Dormitório = US$ 585,00 + Total = US$ 1.234,00

5 semanas = US$ 729,00 + Dormitório = US$ 665,00 + Total = US$ 1.394,00

6 Semanas = US$ 799,00 + Dormitório = US$ 865,00 + Total = US$ 1.664,00

7 Semanas = US$ 959,00 + Dormitório = US$ 1.000,00 + Total = US$ 1.959,00

8 Sem = US$ 1.099,00 + Dorm = US$ 1.145,00 + Total = US$ 2.244,00

9 Sem = US$ 1.299,00 + Dorm = US$ 1.350, 00 + Total = US$ 2.649,00

10 Sem = US$ 1.499,00 + Dorm = US$ 1.550, 00 + Total = US$ 3.049,00.

11 Sem = US$ 1.699,00 + Dorm = US$ 1.750, 00 + Total = US$ 3.449,00.

12 Sem = US$ 1.899,00 + Dorm = US$ 1.950,00 + Total = US$ 3.849,00


Plan C: Curso de Inglês + Dormitório + Alimentação
2 Sem. = US$ 399,00 + Dorm. = US$ 305,00 + Alim. = US$ 285,00 +Total = US$ 989,00

3 Sem. = US$ 559,00 + Dorm. = US$ 445,00 + Alim. = US$ 400,00 +Total = US$ 1.404,00

4 Semanas = US$ 649,00 + Dormi = US$ 585,00 + Alim = US$ 570,00 +Total = US$ 1.804,00

5 Semanas = US$ 729,00 + Dorm = US$ 665,00 + Alim = US$ 665,00 +Total = US$ 2.059,00

6 Semanas = US$ 799,00 + Dorm = US$ 865,00 + Alim = US$ 800,00 +Total = US$ 2.464,00

7 Sem. = US$ 959,00 + Dorm = US$ 1.000,00 + Alim = US$ 920,00 + Total = US$ 2.879,00

8 Sem. = US$ 1.099,00 + Dorm = US$ 1.145 + Alim = US$ 1.050,00 +Total = US$ 3.294,00

9 Sem. = US$ 1.299,00 + Dor = US$ 1.350, 00 + Ali = US$ 1.180,00 + Total = US$ 3.829,00

10 Sem. = US$ 1.499,00 + Dor = US$ 1.550, 00 + Ali = US$ 1.315,00 + Total = US$ 4.365,00

11 Sem. = US$ 1.699,00 + Dor = US$ 1.750, 00 + Ali = US$ 1.440,00 + Total = US$ 4.889,00

12 Sem. = US$ 1.899,00 + Dor. = US$ 1.950,00 + Al. = US$ 1.575,00 + Total = US$ 5.424,00

 OBS: Os valores estão em dólar americano.



 Os cursos são oferecidos durante o ano interiro. Entre em contato com a BLT BRAZIL-GUYANA através do e-mail: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk


Começe 2013 aprendendo um novo idioma. Venha estudar inglês na Guyana. bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

sábado, 5 de janeiro de 2013

ENGLISH SUMMER COURSE 2013

Olá brasileiros, já estamos com matrículas abertas para o curso de inglês na Guyana 2013. 
As aulas começarão dia 07 de janeiro, próxima segunda-feira.
Para quem ainda não fez a matrícula, não se preocupe. ainda há tempo.
Entre em contato com a escola através do e-mail: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk  e solicite a sua matrícula.
Na BLT Brazil-Guyana, você estuda quando chega, não se preocupando em formar turma para poder iniciar o seu curso.
A BLT oferece cursos que variam de 2 semanas a 2 anos de estudos na Guyana.

Feliz Ano Novo e Bons Estudos!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ALGUNS VIDEOS SOBRE A GUYANA

Com o objetivo de sanar algumas dúvidas sobre a GUYANA (Guiana Inglesa), postei alguns videos sobre a Guyana produzidos por algumas emissoras de TV do Brasil.


Espero que estes videos ajude algumas pessoas que tem curiosidade sobre o único País de língua inglesa do continente sul americano.



Em breve postarei mais videos sobre a terra das seis nações.



Se você quiser aprender inglês na Guyana, envie um e-mail solicitando informações para BRITTO LANGUAGE TRAINING CENTRE, através do endereço: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

A BLT Brazil-Guyana oferece curso de inglês para brasileiros o ano inteiro.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


Atenção estudantes de Inglês de todo o Brasil, já estamos com as matrículas abertas para o programa de intercâmbio na Guiana Inglesa, para 2013.


O curso é destinado para brasileiros e o início das aulas será dia 07 de janeiro de 2013. 
Além do curso normal, também oferecemos curso especiais de acordo com a necessidade do aluno.



Os interessados em fazer esse curso no país vizinho, deverá solicitar informações ou realizar a sua matrícula no seguinte e-mail:bltbrazilguyana@yahoo.co.uk



COMECE O ANO NOVO APRENDENDO UM NOVO IDIOMA


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

STUDY ENGLISH IN GUYANA 2012 - ESTUDE INGLÊS NA GUIANA 2012

Para os brasileiros que querem estudar inglês na Guyana (Guiana), avisamos que estamos com as matrículas abertas para 2012.

Aos que pretendem estudar no ENGLISH LANGUAGE SUMMER COURSE, não se preocupe, continuamos recebendo alunos de todo o Brasil.

Aqui estão os nossos valores:

O curso é destinado para brasileiros e o início das aulas será dia 09 de janeiro de 2012. Mas temos alunos que iram começar até o dia 23 de janeiro.

Os interessados em fazer esse curso no país vizinho, deverá solicitar informações ou realizar a sua matrícula no seguinte e-mail:bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

Aqui estão algumas informações básicas sobre os cursos de férias:

COMECE O ANO NOVO APRENDENDO UM NOVO IDIOMA


Opção do curso de verão na Guiana 2012

Courses fees

Plan A: Curso de Inglês Somente

2 Semanas = US$ 399,00

3 Semanas = US$ 559,00

4 Semanas = US$ 649,00

5 semanas = US$ 729,00

6 Semanas = US$ 799,00

7 Semanas = US$ 959,00

8 Semanas = US$ 1.099,00


Plan B: Curso de Inglês + Dormitório

2 Semanas = US$ 395,00 + Dormitório = US$ 305,00 + Total = US$ 700,00

3 Semanas = US$ 555,00 + Dormitório = US$ 445,00 + Total = US$ 1.000,00

4 Semanas = US$ 645,00 + Dormitório = US$ 585,00 + Total = US$ 1.230,00

5 semanas = US$ 720,00 + Dormitório = US$ 665,00 + Total = US$ 1.385,00

6 Semanas = US$ 795,00 + Dormitório = US$ 865,00 + Total = US$ 1.660,00

7 Semanas = US$ 950,00 + Dormitório = US$ 1.000,00 + Total = US$ 1.950,00

8 Semanas = US$ 1.095,00 + Dormitório = US$ 1.145 + Total = US$ 2.240,00


Plan C: Curso de Inglês + Dormitório + Alimentação

2 Semanas = US$ 395,00 + Dormitório = US$ 305,00 + Alimentação = US$ 285,00 +Total = US$ 985,00

3 Semanas = US$ 555,00 + Dormitório = US$ 445,00 + Alimentação = US$ 400,00 +Total = US$ 1.400,00

4 Semanas = US$ 645,00 + Dormitório = US$ 585,00 + Alimentação = US$ 570,00 +Total = US$ 1.800,00

5 Semanas = US$ 720,00 + Dormitório = US$ 665,00 + Alimentação = US$ 665,00 +Total = US$ 2.050,00

6 Semanas = US$ 795,00 + Dormitório = US$ 865,00 + Alimentação = US$ 800,00 +Total = US$ 2.460,00

7 Sem. = US$ 950,00 + Dormitório = US$ 1.000,00 + Alimentação = US$ 920,00 + Total = US$ 2.870,00

8 Sem. = US$ 1.095,00 + Dormitório = US$ 1.145 + Alimentação = US$ 1.050,00 +Total = US$ 3.290,00


Os valores estão em dólar americano.

- Horário inicial da freqüência das aulas de 24 horas por semana, 2 horas pela manhã e 2 horas pela tarde, se estiver a assistir o tempo inteiro.

- De manhã: de Segunda-feira a Sábado das 10.00 às 12.00h

- De tarde: de Segunda-feira a Sábado das 14.00 às 16:00h

- Ênfase da comunicação, da gramática, da audição, do vocabulário, das apresentações e dos debates.

- Inicie o estudo do Inglês Como Língua Estrangeira e receba um Certificado Autorizado após a conclusão do seu curso em seu país de origem ou seja no Brasil.

Para maiores informações: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

Para solicitar informações ou matrículas, entre em contato através do e-mail: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

Para quem quiser visitar ou estudar na Guyana (Guiana), não tem voos partindo do Brazil no momento, porque a empresa META, que fazia o trajeto (Boa Vista - Georgetown - Paramaribo - Belém) deixou de operar na rota e ainda não tem previsão de retomada.
Por isso darei 3 dicas de como voce pode chegar ao unico país de lingua inglesa da America do Sul:

1ª - Muitos alunos do Brasil, prferem voar até Manuas e em seguida pegar um onibus para Boa Vista - RR.
- Rota 1 Partindo de Manaus, Amazonas:
Aeroporto - Rodoviaria: R$50,00 (taxi)
Manaus - Boa Vista: R$110,00 (cerca de 12 horas de onibus)
Boa Vista - Bonfim: R$16,00 (cerca de 2 horas de onibus)
O onibus deixa os passageiros que irao com destino a Guyana, na imigracao brasileira, por isso nao desca na rodoviaria de Bonfim.
Da imigracao brasilerira ate a imigracao da Guyana: R$5,00
Da imigracao da Guyana ate Lethem: R$5,00
Lethem - Georgetown: R$100,00 (esse valor pode ser pago em reais ou em dólar Guyanese: GY$ 12,000. E a duracao da viagem é de 18 horas)
Em Georgetown voce pegara um taxi para chegar ate a sua hospedagem. Os valores variam de GY$ 400 a 600 a corrida = que equivale de 4 a 6 reais.

2ª - Para os alunos que chegam em Boa Vista de avião:
- Rota 2 Partindo de Boa Vista, Roraima:
Aeroporto - Rodoviária: R$50,00
Boa Vista - Bonfim: R$16,00
Imigracao brasileira a imigracao guyanese: R$10,00
Imigracao guyanese a Lethem: R$5,00
Lethem - Georgetown: R$ 110,00
Em Georgetown voce pegara um taxi para chegar ate a sua hospedagem. Os valores variam de GY$ 400 a 600 a corrida = que equivale de 4 a 6 reais.

3ª - Para aqueles que preferem partir de Belém do Pará:
- Rota 3 Partindo de Belém do Pará:
Rodoviária - Aeroporto: R$50,00
Belém - Paramaribo (Suriname): não estou a par dos valores mas voces podem checar neste site: http://www.slm.firm.sr/
Paramaribo - Georgetown (Guyana): não estou a par dos valores mas é quase os mesmos pagos de Lethem a Georgetown.
Quero lembrar que o visto de turista (90 dias), você recebe ao entrar no país, seja de carro ou avião.
Ser vacinado contra febre amarela, com carteira internacional de vacinacao, expedida pela ANVISA.
Passaporte com validade de no minimo 6 meses.
Trazer dolar americano, porque é melhor para cambiar em Georgetown.
De Lethem para Georgetown, voce passa por 4 fiscalizacao (a primeira é na imigracao de Lethem, a segunda na entrada da reserva Iwokrama, a terceira na saida da reserva, e a quarta e ultima em Mabura. Em todas elas, voce tem quer descer do carro e ir até o posto policial, o qual fará uma chamada e checar o passaporte.
Se voce sair de Lethem nas vans de 6 a 8 horas da noite, por volta das 11:30 a meia noite, voce para num local para dormir,
porque o ferry boat no Rio Essquibo so funciona das 6 da manha as 6 da tarde. Se voce nao tiver rede de dormir, deve alugar uma por GY$500,00 (que equivale 5 reais).
Por volta das 3 para as 4 da manha, voce pega a van novamente e por volta das 6 horas voce estará na beiro do rio. Após cruzar o rio Essequibo, voce para a alguns kms na frente para tomar café. Em seguida pega a estrada novamente. A chegada em Georgetown será por volta de 13:00 as vezes pode chegar até mais cedo outras mais tarde, isso depende do motorista e se a van esta com a manutenção em dias.
Tem vans com ar condicionado, mas a maioria nao tem. Por isso voce chegara em Georgetown todo(a) empoerado(a).
As diárias nos hoteis variam muito, de GY$4,000 a GY$10,000 (que equivalem 40 a 100 reais).
A alimentacao, fica mais em conta nos restaurantes chineses, porque os brasileiros são caros.
Aos brasileios e turistas na Guyana, nao esquecam de beber somente água mineral.

Se você tiver duvidas entre em contato conosco: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ENGLISH LANGUAGE SUMMER COURSES IN GUYANA 2012

A BLT Brazil-Guyana está oferecendo cursos de Inglês nas férias na Guiana, nos meses de janeiro e fevereiro.

O curso é destinado para brasileiros e o início das aulas será dia 09 de janeiro de 2012.

Os interessados em fazer esse curso no país vizinho, deverá solicitar informações ou realizar a sua matrícula no seguinte e-mail: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

Aqui estão algumas informações básicas sobre os cursos de férias:

COMECE O ANO NOVO APRENDENDO UM NOVO IDIOMA


Opção do curso de verão na Guiana 2012

Para os interessados em fazer o curso de verão na Guyana, quero avisar que todos devem confirmar suas matrículas até o dia 15 de dezembro de 2011.

Courses fees

Plan A: Curso de Inglês Somente

2 Semanas = US$ 399,00

3 Semanas = US$ 559,00

4 Semanas = US$ 649,00

5 semanas = US$ 729,00

6 Semanas = US$ 799,00

7 Semanas = US$ 959,00

8 Semanas = US$ 1.099,00


Plan B: Curso de Inglês + Dormitório

2 Semanas = US$ 395,00 + Dormitório = US$ 305,00 + Total = US$ 700,00

3 Semanas = US$ 555,00 + Dormitório = US$ 445,00 + Total = US$ 1.000,00

4 Semanas = US$ 645,00 + Dormitório = US$ 585,00 + Total = US$ 1.230,00

5 semanas = US$ 720,00 + Dormitório = US$ 665,00 + Total = US$ 1.385,00

6 Semanas = US$ 795,00 + Dormitório = US$ 865,00 + Total = US$ 1.660,00

7 Semanas = US$ 950,00 + Dormitório = US$ 1.000,00 + Total = US$ 1.950,00

8 Semanas = US$ 1.095,00 + Dormitório = US$ 1.145 + Total = US$ 2.240,00


Plan C: Curso de Inglês + Dormitório + Alimentação

2 Semanas = US$ 395,00 + Dormitório = US$ 305,00 + Alimentação = US$ 285,00 +Total = US$ 985,00

3 Semanas = US$ 555,00 + Dormitório = US$ 445,00 + Alimentação = US$ 400,00 +Total = US$ 1.400,00

4 Semanas = US$ 645,00 + Dormitório = US$ 585,00 + Alimentação = US$ 570,00 +Total = US$ 1.800,00

5 Semanas = US$ 720,00 + Dormitório = US$ 665,00 + Alimentação = US$ 665,00 +Total = US$ 2.050,00

6 Semanas = US$ 795,00 + Dormitório = US$ 865,00 + Alimentação = US$ 800,00 +Total = US$ 2.460,00

7 Sem. = US$ 950,00 + Dormitório = US$ 1.000,00 + Alimentação = US$ 920,00 + Total = US$ 2.870,00

8 Sem. = US$ 1.095,00 + Dormitório = US$ 1.145 + Alimentação = US$ 1.050,00 +Total = US$ 3.290,00


Os valores estão em dólar americano.

- Horário inicial da freqüência das aulas de 24 horas por semana, 2 horas pela manhã e 2 horas pela tarde, se estiver a assistir o tempo inteiro.

- De manhã: de Segunda-feira a Sábado das 10.00 às 12.00h

- De tarde: de Segunda-feira a Sábado das 14.00 às 16:00h

- Ênfase da comunicação, da gramática, da audição, do vocabulário, das apresentações e dos debates.

- Inicie o estudo do Inglês Como Língua Estrangeira e receba um Certificado Autorizado após a conclusão do seu curso em seu país de origem ou seja no Brasil.

Para maiores informações: bltbrazilguyana@yahoo.co.uk

O curso de inglês de verão, aconteverá nos dias 9 de janeiro à 3 de março de 2012 na cidade de Georgetown, Guyana.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

POVO SEM FRONTEIRAS (BRAZIL - GUYANA)

BONFIM, EM RORAIMA, E LETHEM, NA GUIANA, VIVEM UM INTERCÂMBIO CUTURAL QUE EXTRAPOLA TRATADOS INTERNACIONAIS E FEITOS DA ENGENHARIA.













O agricultor Renato da Silva brinca com os filhos Ruth e Christian sob a ponte no rio Tacutu, que, em 2009, abriu a fronteira entre o Brasil e a Guiana. Mais que diversão, o banho no rio é a única solução nos dias em que faltam luz e, consequentemente, água na pequena propriedade em Bonfim. (Foto Érico Hiller)


Michael Jackson está vivo, vivíssimo. Ele mora em Lethem, mas todos os dias vai à escola em Bonfim. Fala inglês com o pai, o guianense Billiey Jackson, e português com a mãe, a brasileira Rufina. Assim como seus irmãos, Joshua e Wanderson, ele cumprimenta os colegas de classe em português e os vizinhos em inglês. Michael é um típico morador da fronteira entre o Brasil e a Guiana; filho de um território que formalmente faz parte de dois países, mas que na prática é uma terra só - onde se falam português, inglês, crioulo, wapixana e macuxi. Onde as orações são para Jesus, Alá ou Brahma.

Bonfim e Lethem são duas cidades que compartilham do isolamento do restante de seus respectivos países - uma ao norte do Brasil, em Roraima; a outra no sul da Guiana. Em abril de 2009, a última barreira entre elas foi transposta com a abertura de uma ponte. A obra, financiada pelo governo brasileiro, deu passagem livre a quem precisava pagar para cruzar o rio Tacutu para tarefas simples como estudar ou fazer compras. Por mais que a população das duas cidades - pouco mais de 10 mil em Bonfim - já estivesse acostumada a conviver com o português e o inglês, o real e o dólar guianense, só agora existe uma ligação concreta do Brasil com o único país de língua inglesa da América do Sul.

A ponte promete ser apenas a primeira amálgama entre os dois países. O Brasil já fez medições para pavimentar a via que liga Lethem a Georgetown - hoje separadas por um caminho de 700 quilômetros de terra. A ligação com o Atlântico Norte, pelo porto da capital guianense, facilitaria exportações para a América do Norte e a Ásia - hoje, os navios saem do porto de Manaus, no rio Negro. Os dois países assinaram ainda acordos de mapeamento geológico e segurança. O primeiro prevê o treinamento de técnicos para estudos de potencial minerológico. Os outros visam resguardar a fronteira do tráfico de drogas e de diamantes. As pedras são retiradas por garimpos ilegais na Venezuela e saem do país por Santa Elena de Uiarén, que faz fronteira com Pacaraima, no Brasil. De lá seguem para Georgetown, passando por Bonfim e Lethem.

O interesse em vender as pedras como se fossem retiradas de minas da Guiana é simples: desde 2003, o país é signatário do Kimberley Process - acordo firmado por países produtores de diamante, a ONU e a ONG Partnership Africa Canada, e que fiscaliza o comércio que financiou guerras em vários países africanos nos anos 1990.

Assim que atravessa a ponte do lado brasileiro para o guianense, o motorista tem de guiar na mão inglesa, no lado esquerdo da pista. Outro estranhamento se dá na arquitetura: casas em estilo colonial inglês, distantes umas das outras, dominam a paisagem. Entre uma e outra, lojas: boa parte de propriedade de descendentes de indianos, vendem principalmente produtos falsificados, vindos por contrabando da Ásia, como as camisas polo da marca francesa Lacoste (8 reais, acredite) e os tênis Nike Shox (50 reais).

Nesse submundo da globalização comercial, o real circula normalmente. A cotação, que oficialmente é de 100 dólares guianenses para cada 85 centavos de real, fica em 100 dólares para cada unidade da moeda brasileira. Um comerciante me garante que vende no atacado para brasileiros vindos de Manaus e algumas capitais do Nordeste, apesar de a Receita Federal permitir que se traga para o Brasil apenas duas peças de roupa e um tênis por pessoa. "Às vezes alguém me pede 300 camisetas. Paga em dinheiro vivo e vai embora", conta ele. Como a ponte trouxe também postos da Receita e da Polícia Federal, a travessia é feita a pé por carregadores ou por canoeiros na calada da noite.

O ex-militar Dulcídio da Silva Oliveira explorou por 15 anos a travessia do rio por uma balsa. Em cada viagem iam dez carros, a 20 reais cada um (a volta era incluída no preço). Apesar de sua galinha dos ovos de ouro ter morrido, Cabo Dulcídio, como é mais conhecido, pode se considerar um homem bem-sucedido aos 58 anos. Investiu o dinheiro ganho com a travessia numa propriedade de 450 hectares, em que cria 120 cabeças de gado, além de ter comprado algumas casas, as quais aluga. "Eu prestava um serviço social aqui, gerava empregos. Por isso acho que cabia uma indenização", reclama. Os empregos a que ele se refere, além dos taxistas - antes a balsa concentrava neles o movimento de passageiros, agora disperso -, eram os três operadores da balsa, o vigia e uma senhora que vendia lanches na margem. "Agora alguns canoeiros ficam na ponte fazendo câmbio, porque não têm mais como se sustentar. É uma tristeza", completa.

Nem todos, naturalmente, estão satisfeitos com a nova realidade da fronteira. Mas o fato é que a ponte só faz incrementar ainda mais o intercâmbio entre os dois lados. Eu observo bem isso em uma festa lotada de moradores de ambos os lados na Escola Estadual Aldébaro José Alcântara, no ginásio poliesportivo de Bonfim. Alguns estudantes - muitos filhos de casamentos entre brasileiros e guianenses - se preparam para uma competição de dança. Wanderson, o mais velho dos irmãos Jackson, de 16 anos, está tenso. Usa boné e camisetas brancos, calças jeans largas, assim como os irmãos Michael, de 15 anos, e Joshua, de 12 - todos em sintonia para a coreografia de hip hop que executarão em instantes.

Billiey, Rufina e Khadija, pai, mãe e irmã de Wanderson, chegam comigo ao ginásio, em uma carona que lhes ofereço desde o posto da Polícia Federal, perto da ponte. Billiey é um homem grande, cultiva uma barba estilosa e usa um vistoso chapéu preto. Sorridente, ele apenas lamenta o fato de não poder atravessar a ponte em sua van - a fronteira só fica aberta para veículos das 7 às 19 horas -, na qual trabalha transportando passageiros de Lethem para Georgetown, e vice-versa. O guianense faz o percurso da sua cidade à capital em 12 horas, e cobra 90 reais por pessoa. E avisa logo: o passageiro chegará suado e cheio de poeira ao seu destino.

É uma noite excepcionalmente animada na cidade. A 45 quilômetros do centro, a comunidade indígena do Jaboti (uma das nove que estão na região de Bonfim) promove também um grande festejo. Eu soube do evento uns dias antes, e fui cauteloso, perguntando o tempo todo se minha presença não seria incômoda durante uma celebração indígena. Garantiram-me que não - e, ao chegar lá, tudo faz sentido. A festa é de índio, mas a linguagem é pop e universal, com muito forró e a rapaziada trajando calça jeans, tênis e camiseta - comprados a bons preços em Lethem, of course. Carros e motos de Bonfim lotam o estacionamento improvisado da comunidade, em que convivem tanto índios uapixanas quanto macuxis. E o forró ferve madrugada adentro.

A região do alto rio branco, onde se localiza Bonfim e Lethem, era habitada por diversas tribos indígenas quando os colonizadores portugueses ali chegaram, no século 18, em expedições para captura de índios para ser vendidos como escravos. Com a criação das primeiras vilas e o crescimento da atividade agropecuária, no século 19, toda a economia da região passou a depender da mão de obra indígena, fosse no extrativismo, fosse na criação de gado ou em serviços domésticos. Muitos povos nativos foram dizimados ou se incorporaram a outros. A maioria hoje se aglutina entre os uapixanas e os macuxis.

O mesmo ocorria do outro lado do rio Tacutu. Os holandeses chegaram por volta de 1580 a essa região entre a Amazônia e o Caribe, cuja posse oscilou depois entre a Holanda e a Inglaterra. Em 1831, contudo, seus três territórios - Demerara, Berbice e Esequibo - foram unificados e renomeados como Guiana Inglesa. Com a abolição da escravatura, os indianos chegaram, a partir de 1838, para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar. Seus herdeiros compõem, juntamente com os descendentes de escravos africanos libertos e os indígenas, o grosso da população. Portugueses e chineses, que chegaram posteriormente, formam um grupo minoritário no país que, com a independência, em 1966, passou a chamar-se apenas Guiana.

Esse leque de influências revela-se hoje nos cultos religiosos, em qualquer lado da fronteira. Num pequeno salão, a pastora Thereza Torres proclama: "God is good...". "All the time!", completam os fiéis presentes, boa parte descendente de índios como ela. Uma pintura na parede proclama: "Jesus is Lord". Todos falam inglês. Mas estou em Bonfim, na Word of Faith. Fundada em 2000 pelo missionário David Lindstrom, a igreja é frequentada tanto por moradores de Lethem como por guianenses que vivem em Bonfim.

Os cristãos são maioria nas duas cidades, como no resto do Brasil e da Guiana. Na antiga colônia inglesa, no entanto, hindus e muçulmanos também são comuns, preservando as religiões que foram introduzidas no país pelos indianos. (Acredita-se, porém, que já existiam muçulmanos na leva de africanos que chegou antes. O mais célebre seria o herói nacional Cuffy, escravo que liderou uma revolta em 1763.)

Da convivência entre negros, índios, indianos e ingleses é que surgiu o idioma crioulo. Uma língua crioula tem sempre outra como base, e surge quando pessoas de diferentes origens precisam se comunicar - situação comum na Guiana nos séculos 18 e 19. Não por acaso, a maioria delas tem como base o inglês, o português e o francês, idiomas de países colonizadores.

Presencio um diálogo no crioulo da Guiana. A fala lembra o inglês, mas é extremamente rápida. Pergunto ao caminhoneiro Vijay Narine, um sujeito de baixa estatura que poderia ser confundido com um taxista de Mumbai, que língua ele havia acabado de falar. "Guyanese", responde ele. É assim que é chamado o crioulo guianense.

São os descendentes de indianos como Vijay que compõem a população hindu da Guiana. Em Lethem, porém, não há nenhum templo para venerar Brahma, Vishnu e Shiva. Os praticantes do hinduísmo fazem suas orações em casa, em altares especialmente preparados. Já os muçulmanos possuem uma mesquita, ao lado da loja do imã Hakim Shaheed. Às 13 horas, pontualmente, ele e mais três homens se reúnem para uma das cinco orações diárias. A construção, com duas pequenas torres na face voltada para Meca, é modesta mas transmite uma paz difícil de explicar. Abdullah Hakim, de 19 anos, sobe num degrau, ainda do lado de fora, e faz o azan, anúncio em voz alta do início das preces.

Todos descalços sobre o chão acarpetado, os três homens, de frente para o imã Shaheed, ajoelham-se e começam a rezar. O imã lê trechos do Corão. Silêncio. Cada um fecha os olhos e parece conversar consigo próprio. Ajoelham-se novamente, a testa tocando o chão. Repetem o ritual mais uma vez, depois de ouvir outras palavras do livro sagrado. Não mais que 20 minutos se passam entre o início e o fim da oração.

Posso notar a emoção nos olhos de Edonis Pereira Ribeiro, ex-policial carioca convertido ao Islã há 32 anos, de passagem por Lethem. Por instantes, embarco na experiência espiritual do grupo. O imã, em seguida, procura alguma coisa em um armário. Traz um exemplar do Corão e me presenteia. Fico surpreso e grato. Mesmo depois de mergulhar num caldeirão de tantas culturas, vejo um só povo. Apesar das diferenças de costumes, todos eles, quando se referem à sua terra, estão falando de um mesmo lugar cortado por um rio. E agora unido por uma ponte.

Texto André Julião | Foto Érico Hiller


Matéria publicada pela revista National Geographic Brasil, edição 118, janeiro de 2010.